
Relato
por Jéssica Porciúncula
Conheci o Corredor 14 na sua inauguração e exposição coletiva “7 em Sala”, em 2018. Desde então, venho desenvolvendo e participando de diversos projetos em parceria tanto com o espaço quanto com os artistas. No mesmo ano, realizei uma exposição individual e minha banca de defesa de conclusão, no curso de bacharelado em Artes Visuais pela UFPel. A exposição chamava “LATÊNCIA L4T3NC14 LTNC4314”, um pequeno recorte do que tinha desenvolvido nos últimos anos e um site específico no corredor, na abertura realizei a performance “Encorpo”. Mesmo sendo em meu último ano letivo, o contato com o Corredor 14 foi de grande significância para minha caminhada final na graduação.
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Em 2019, juntamente com o Marcelo Amaral, realizamos no Corredor, a exposição audiovisual “não se repete”, com duração de apenas um dia, continha apenas obras e instalações audiovisuais. Nos interessava dialogar com as diversas relações que se pode ter nas formas expositivas da arte contemporânea e do cinema audiovisual. Nesse mesmo ano realizei produção e montagem da exposição individual e de conclusão de curso, da artista Patrícia dos Santos. Com o título de “Margem de Erro”, um recorte da produção da artista durante a graduação. Já em 2020, juntamente com a Patrícia dos Santos, nasce no espaço o projeto “Molde | arte moda conceito”, que propõe a prática coletiva de ateliê e pesquisa nas estâncias da arte e do vestuário. Realizamos um evento de coquetel de abertura com exposição de processos das artistas envolvidas. A partir disso, realizamos a curadoria e produção da expo-desfile “Alfinetasso”, com as artistas Amanda de Abreu, Luna Girão, Maria Sucar, Natha Calhova e Rogger Bandeira. A exposição contava tanto com esculturas quanto com um desfile, realizado na abertura, a proposta partia do diálogo entre os processos escultóricos e de vestuário, do corpo como exposição e suporte.
Agora, diante das novas configurações de mundo, as parcerias com o espaço não cessam mas se modificam. Acredito que as experiências que tive e ainda tenho com o Corredor 14, foram de bastante importância para minha maturidade profissional e poética. Conhecer este espaço e artistas foi um divisor de águas para mim! Assumo que aprendo muito na convivência e observação de outros, aprendo ao olhar para eles e ao olhar para onde olham, essa possibilidade vem na vivência conjunta e na prática coletiva. Aprendo na relação com o espaço expositivo, nas mutações que sofre nas possibilidade de ser galeria, ateliê, sala e corredor. O espaço sempre conversa com a obra, ter tempo para ouvir e ver essa conversa é algo poderoso para a criação e processos. Sou muito grata que o Corredor 14 sempre esteve aberto e disposto à essas trocas banais porém poderosas e potencializadoras, que de fato enriquecem minha caminhada como artista visual, produtora e curadora.





